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Poupança ou CDB: qual rende mais? A comparação no líquido

Dois potes de vidro iguais lado a lado em prateleira de madeira, um com mais moedas que o outro
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Em cenário de juros altos, o CDB rende mais que a poupança mesmo depois do imposto. A poupança tem teto de 0,5% ao mês mais a taxa referencial, e um CDB a 100% do CDI acompanha a taxa básica inteira, o que abre uma diferença que o imposto não consegue anular.

A poupança só se aproxima quando os juros caem muito, porque aí a regra dela muda para 70% da taxa básica e a isenção de imposto passa a pesar mais na comparação. Fora desse cenário, a diferença é consistente.

Este texto é informativo e não é recomendação de investimento. Os rendimentos dependem da taxa básica de juros, que muda ao longo do ano: os valores abaixo são simulações para você aplicar à taxa vigente.

Poupança ou CDB: a comparação em números

Simulação com R$ 100 mil aplicados por 12 meses, CDI a 10% ao ano e CDB a 100% do CDI:

ItemPoupançaCDB a 100% do CDI
Rendimento brutocerca de R$ 6.170cerca de R$ 10.000
Imposto de rendazerocerca de R$ 2.000
Rendimento líquidocerca de R$ 6.170cerca de R$ 8.000
Diferença no anoreferênciacerca de R$ 1.830 a mais

Repare que o imposto de R$ 2 mil não elimina a vantagem: ele apenas reduz uma diferença que era de quase R$ 4 mil no bruto.

Quando a poupança empata ou ganha

CenárioQuem leva vantagem
Juros básicos altosCDB, com folga
Juros básicos em queda forteDiferença encolhe bastante
Dinheiro por menos de 30 diasPoupança, porque o CDB sofre IOF
Saque frequente em datas variadasDepende: a poupança perde o mês se sacar antes do aniversário
CDB abaixo de 90% do CDIPode empatar com a poupança no líquido

Poupança ou CDB: qual rende mais na prática

  1. Prazo: abaixo de 30 dias, a poupança leva por causa do IOF do CDB.
  2. Percentual oferecido: CDB abaixo de 90% do CDI perde boa parte da vantagem.
  3. Faixa de imposto: quanto mais tempo aplicado, menor a alíquota e maior a diferença.
  4. Comodidade: a poupança está no banco onde a pessoa já é cliente, e isso vale algo para muita gente.

O mito do risco

Os dois produtos são cobertos pelo mesmo fundo garantidor, dentro do limite por instituição e por pessoa. Nesse intervalo, dizer que o CDB é mais arriscado que a poupança não se sustenta: o risco de crédito é comparável e a proteção é a mesma.

Onde ver cada um em detalhe

A regra completa da caderneta, com aniversário e simulações por valor, está em quanto a caderneta rende hoje.

A composição do rendimento do título bancário, com imposto e liquidez, está em quanto rende no CDB.

Se o objetivo for reserva de emergência com risco ainda menor, veja o título público mais conservador.

E a fórmula para refazer qualquer uma dessas contas está em como refazer essa conta. Para a faixa mais comum de quem faz essa migração, veja quanto rende 100 mil por mês.

O passo a passo para decidir no seu caso

  1. Defina o prazo: menos de 30 dias favorece a poupança por causa do IOF.
  2. Anote o percentual do CDI oferecido no CDB que você tem à disposição.
  3. Identifique a faixa de imposto correspondente ao prazo pretendido.
  4. Calcule o líquido dos dois e compare apenas esse número.
  5. Considere a conveniência, porque abrir conta em outra instituição tem um custo de tempo.

Uma regra prática

Em cenário de juros altos, CDB acima de 95% do CDI com prazo superior a seis meses tende a superar a poupança com folga confortável, mesmo depois do imposto. Abaixo desses parâmetros, vale fazer a conta específica, porque a diferença pode não justificar a mudança.

E os produtos isentos

LCI e LCA são isentas de imposto para pessoa física e por isso costumam pagar percentual menor do CDI. Elas frequentemente vencem os dois produtos desta comparação no líquido, com a contrapartida de terem prazo mínimo de carência, o que as tira da disputa para dinheiro de emergência.

Fazendo a conta em cinco minutos

Pegue o valor, multiplique pelo percentual do CDI dividido por cem, multiplique pelo CDI anual e pelo número de meses dividido por doze. Isso dá o bruto do CDB. Aplique a alíquota do prazo e você tem o líquido. Para a poupança, multiplique o valor por 0,005 e pelo número de meses. Comparar esses dois números resolve a dúvida para o seu caso concreto, sem depender de regra geral.

O que costuma decidir na vida real

Na prática, a maioria das pessoas não migra da poupança por três motivos que não têm a ver com rendimento: o dinheiro já está no banco onde recebem salário, abrir conta em corretora parece complicado, e existe a sensação de que aplicação diferente é mais arriscada. Os dois primeiros são custos reais de tempo e atenção, e cada um decide se compensam. O terceiro é o que menos se sustenta, porque dentro do limite de cobertura os dois produtos têm a mesma proteção, e a diferença de rendimento é conhecida e calculável de antemão.

Perguntas frequentes sobre poupança e CDB

O CDB rende mais que a poupança sempre?

Não sempre, mas na maior parte dos cenários de juros altos, sim, mesmo depois do imposto. A exceção mais clara é dinheiro aplicado por menos de 30 dias, quando o IOF do CDB pesa.

Qual a diferença de risco entre os dois?

Dentro do limite do fundo garantidor por instituição e por pessoa, o risco é comparável, porque ambos têm a mesma cobertura.

Vale a pena migrar a poupança para CDB?

Depende do prazo e do percentual oferecido. Para dinheiro que ficará mais de seis meses parado e com CDB acima de 95% do CDI, a diferença costuma ser relevante.

Qual rende mais para dinheiro de emergência?

CDB de liquidez diária costuma render mais, desde que o dinheiro não seja resgatado nos primeiros 30 dias. Abaixo disso, a poupança leva.

Preciso declarar CDB no imposto de renda?

Aplicações precisam ser informadas na declaração conforme as regras vigentes, mesmo quando o imposto já foi retido na fonte. Consulte as instruções do ano ou um contador.

Leia também: acompanhe a esteira de marketing e confira a vertente de noticias.

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