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Quanto rende 1 milhão por mês? A comparação entre as aplicações

Pilha alta de cédulas sobre superfície escura polida sob luz única vinda de cima
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Um milhão de reais rende entre R$ 5.000 e R$ 8.300 por mês, dependendo de onde estiver aplicado. Na poupança, cerca de R$ 5.000. Em aplicações atreladas ao CDI, cerca de R$ 8.300 brutos com o CDI a 10% ao ano, o que dá algo perto de R$ 6.600 líquidos após imposto.

A diferença entre o pior e o melhor destino, nesse valor, passa de R$ 1.500 por mês. É a partir dessa faixa que a escolha da aplicação deixa de ser detalhe e vira decisão financeira relevante.

Este texto é informativo e não é recomendação de investimento. Os rendimentos dependem da taxa básica de juros, que muda ao longo do ano: os valores abaixo são simulações para você aplicar à taxa vigente.

Quanto rende 1 milhão por mês em cada aplicação

AplicaçãoBruto por mêsImpostoLíquido estimado
Poupançacerca de R$ 5.000isentacerca de R$ 5.000
Conta remunerada a 100% do CDIcerca de R$ 8.300regressivocerca de R$ 6.600
CDB a 100% do CDIcerca de R$ 8.300regressivocerca de R$ 6.600
CDB a 115% do CDIcerca de R$ 9.600regressivocerca de R$ 7.600
Tesouro Seliccerca de R$ 8.300regressivocerca de R$ 6.600
LCI ou LCA a 90% do CDIcerca de R$ 7.500isentacerca de R$ 7.500

Simulação com CDI a 10% ao ano e imposto na faixa de 20%. Repare na última linha: um produto isento que paga percentual menor termina à frente de um tributado que paga mais.

O limite de garantia importa nesse valor

O fundo garantidor de crédito cobre até um teto por instituição e por pessoa, bem abaixo de um milhão. Quem concentra tudo em um único banco fica exposto no que exceder esse limite. As saídas usuais são distribuir entre instituições diferentes ou usar título público, que não depende desse fundo.

A alternativa pública está detalhada em quanto rende no Tesouro Selic.

Dá para viver de renda com um milhão?

CenárioRenda mensal estimada
Consumindo todo o rendimentocerca de R$ 6.600 líquidos
Reinvestindo a inflação para não perder poder de comprabem menos, conforme a inflação do período
Em cenário de juros baixoscai bastante, podendo ficar abaixo de R$ 4.000

A resposta honesta é que depende do cenário de juros e de quanto se reinveste. Consumir todo o rendimento nominal mantém o valor de face do patrimônio, mas o poder de compra dele encolhe ano a ano com a inflação.

Onde comparar cada destino

A caderneta tradicional, com sua regra de teto, está em quanto rende na poupança.

O produto bancário mais usado nessa faixa está em o rendimento do CDB.

Para valores ainda maiores, em que a diferença mensal chega às dezenas de milhares, veja o rendimento de 10 milhões por mês.

E para valores menores, a comparação proporcional está em o rendimento de 100 mil por mês.

Como distribuir esse valor na prática

FatiaOnde costuma ficarPor quê
Reserva de emergênciaLiquidez diáriaPrecisa estar disponível a qualquer momento
Objetivo de médio prazoPrazo de 2 anos ou maisAlíquota de imposto cai para 15%
Longo prazoTítulos atrelados à inflaçãoProtege o poder de compra
Excedente sobre o limite de garantiaTítulo públicoNão depende de fundo garantidor

O erro de concentrar em um banco só

Um milhão em uma única instituição deixa a maior parte do valor acima do teto de cobertura. Distribuir entre três ou quatro instituições resolve, e não custa nada além do trabalho de abrir contas. É a providência de menor esforço e maior efeito nessa faixa.

A conta da renda perpétua

Para que o patrimônio não encolha em poder de compra, a retirada mensal precisa ficar abaixo do rendimento real, ou seja, do que sobra depois da inflação. Com rendimento líquido de 8% e inflação de 5%, o consumo sustentável fica perto de 2,9% ao ano, e não dos 8%. É a diferença entre viver de renda e consumir o patrimônio devagar.

O custo de deixar parado em conta corrente

Um milhão sem remuneração deixa de render cerca de R$ 6.600 líquidos por mês em cenário de juros altos. Em um ano, são quase R$ 80 mil. É um valor que não aparece em nenhum extrato como perda, porque não houve débito: houve um crédito que deixou de existir, e essa é a razão de tanta gente conviver com ele sem perceber.

Por que a comparação muda tanto com os juros

Toda a tabela deste texto depende do patamar da taxa básica. Em um cenário de juros altos, um milhão rende com folga mais de seis mil líquidos por mês em renda fixa simples. Em cenário de juros baixos, esse mesmo valor pode render menos da metade, e a diferença em relação à poupança encolhe bastante, porque a regra dela muda para setenta por cento da taxa básica. É por isso que decisão de alocação não deve ser tomada uma vez e esquecida: quando o ciclo de juros vira, a ordem das melhores opções vira com ele.

Perguntas frequentes sobre 1 milhão aplicado

Quanto rende 1 milhão na poupança por mês?

Cerca de R$ 5.000, considerando o teto da regra de 0,5% ao mês mais a taxa referencial. É o piso da comparação entre as aplicações.

Quanto rende 1 milhão no CDB?

Com CDI a 10% ao ano e CDB a 100% do CDI, cerca de R$ 8.300 brutos por mês, e algo perto de R$ 6.600 líquidos na faixa de 20% de imposto.

Um milhão está protegido pelo fundo garantidor?

Não integralmente em uma única instituição, porque o teto de cobertura é bem menor. É usual distribuir entre bancos ou migrar parte para título público.

Dá para viver com a renda de 1 milhão?

Depende do padrão de vida e do cenário de juros. Consumindo todo o rendimento, a renda líquida gira em torno de R$ 6.600 em juros altos, e cai bastante em juros baixos.

Vale dividir entre várias aplicações?

É prática comum, tanto para respeitar limites de garantia quanto para combinar liquidez e rendimento. A composição depende de objetivo e prazo, e vale orientação profissional nessa faixa de valor.

Leia também: acompanhe o conjunto de entretenimento e veja o conjunto de negocios.

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