O presidente da Federação de Futebol da Jordânia, Ali Bin Al Hussein, acusou a Fifa de chantagem e negou apoio a Gianni Infantino, presidente da entidade. A declaração foi dada em meio a uma série de reclamações sobre a organização da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.
Em um longo desabafo, o dirigente afirmou que a federação jordaniana, que disputou o torneio pela primeira vez, enfrentou obstáculos desde a preparação para o Mundial. Segundo ele, parte dos torcedores do país não conseguiu visto para entrar nos EUA, mesmo tendo comprado ingressos, que foram vendidos a preços elevados.
Outro ponto de crítica foi a cobrança de impostos pelo governo americano, que, segundo Ali Bin Al Hussein, é repassada à federação por meio da Fifa. O dinheiro, que deveria ser destinado a jogadores e funcionários, acabou sendo usado para cobrir esses custos. Ele destacou que as seleções que jogaram no Canadá e no México não tiveram esse problema.
O dirigente também reclamou do atraso no pagamento da premiação pela participação da Jordânia na Copa Árabe, disputada no Catar em dezembro. O time chegou à final, mas ainda não recebeu o valor. Para ele, a demora contrasta com os bilhões que a Fifa diz ter em reserva.
Ali Bin Al Hussein afirmou que a Fifa se recusou a ajudar a federação jordaniana em diversas questões por meses. A situação mudou durante a Copa do Mundo, quando, segundo ele, foi procurado com uma proposta verbal. “Se eu apoiasse Infantino, haveria um grande caminho para ajudar nossa federação”, relatou.
O presidente da federação jordaniana disse que o país defende valores éticos e que não apoiou Infantino antes, nem pretende apoiar agora. Ele classificou a situação como chantagem e afirmou que não vai ceder à pressão.
Em outra frente, o presidente da CBF, Samir Xaud, comentou um projeto polêmico de Infantino. Ele afirmou que é “um pouco contra” a proposta da Fifa de vender participações de uma empresa que administraria as competições da entidade. Xaud disse que vai discutir o assunto com a Conmebol.
