10/08/2026
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Rondoniense detona Campo Grande: “forró só de véio e tereré sem graça

Rondoniense detona Campo Grande: "forró só de véio e tereré sem graça

A rondoniense Fabíola Barros de Souza, natural de Porto Velho (RO), viralizou nas redes sociais após publicar um vídeo com críticas bem-humoradas a costumes de Campo Grande. Nas imagens, ela reclama do repertório musical local, do tereré e do comportamento dos moradores. A publicação ultrapassou 20 mil visualizações e gerou uma enxurrada de comentários, com reações que vão de xingamentos a concordâncias.

No vídeo, Fabíola afirma que a cidade não tem forró e que os bailes são frequentados apenas por pessoas mais velhas. “Aqui não tem forró, cuscuz com leite, Desejo de Menina. Aqui só toca chamamé, bailão, esses ‘trem de véio’. Só tem véio no forró”, disse. Ela também criticou o tereré, bebida típica da região, dizendo que a versão local é “sem graça” por não levar suco ou refrigerante.

A rondoniense contou que o primeiro choque ao chegar na Capital não foi com o ritmo musical, mas com a recepção das pessoas. “Lá em Rondônia a gente é muito espontâneo. As pessoas chegam de fora, a gente abraça todo mundo, faz festa, faz companhia. Aqui o povo é mais na deles”, comparou. Ela disse que se sentiu excluída e que estranhou a falta de contato dos campo-grandenses.

Fabíola conheceu o marido, que é de Campo Grande e trabalha como motorista carreteiro, ainda em Porto Velho. Ela largou o curso técnico de enfermagem para viver com ele na estrada. Depois de alguns anos na rodagem, o casal decidiu se fixar na Capital, onde ele tinha casa. A adaptação, porém, não foi imediata. Ela chegou a voltar para Rondônia e retornou a Campo Grande há cerca de dois ou três meses.

Com o tempo, a rondoniense passou a frequentar bingos beneficentes e conheceu pessoas que mudaram sua visão sobre a cidade. “Eu tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas aqui. Muita gente que tem amor no coração. Nos bingos beneficentes, um ajuda o outro, todo mundo dá as mãos para ajudar”, afirmou. Ela também aprendeu a dançar bailão com a ajuda do marido.

Apesar das reclamações, Fabíola diz que hoje gosta de Campo Grande e da cultura local. “A cultura eu amei. É maravilhosa”, disse. Ela passou a publicar nas redes sociais os costumes que descobre na cidade para mostrar aos amigos de Rondônia. “Tudo que eu vou comer que é cultura daqui eu gosto de postar para que as pessoas de lá também vejam e conheçam como funciona aqui.”

Como forma de resolver a falta do forró, ela planeja abrir uma casa de shows na Capital. “Vamos abrir uma casa de forró aqui. Vamos ter forró todo final de semana”, contou. A ideia surgiu porque, quando se conheceram, Fabíola cantava forró e o marido tocava violão. Ela pretende ainda aprender teclado para tocar no novo empreendimento.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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