Paranaíba entrou no ranking nacional de cidades mais secas no último sábado (8). Segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), divulgados neste domingo (9), na cidade a 408 quilômetros de Campo Grande, a umidade relativa do ar chegou a 16%. O índice garantiu ao município o décimo lugar no ranking.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a umidade ideal para o bem-estar humano varia entre 60% e 80%. Níveis abaixo de 20% já configuram situação de emergência, trazendo riscos à saúde.
Em cenários de tempo seco, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia orienta cuidados básicos: manter boa hidratação, evitar exposição prolongada ao sol e a poluentes, usar métodos para umidificar o ambiente, proteger a pele e os olhos e, em caso de sintomas respiratórios persistentes, buscar atendimento médico.
A situação crítica deve continuar neste domingo. Segundo alerta amarelo de baixa umidade emitido pelo Instituto, na região norte de Mato Grosso do Sul, a umidade relativa do ar vai variar entre 30% e 20%. Ao todo, 45 cidades estão em alerta, entre elas Água Clara, Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju, Paranaíba e Três Lagoas.
O tempo seco também deve marcar presença em outras regiões do estado. A orientação das autoridades de saúde é para que a população redobre a atenção com crianças e idosos, que são mais vulneráveis aos efeitos da baixa umidade. Além disso, recomenda-se evitar atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes do dia, entre 10h e 16h, quando a sensação de desconforto tende a ser maior.
Moradores de áreas urbanas podem sentir maior desconforto devido à concentração de poluentes no ar. O uso de soro fisiológico nas narinas e a ingestão frequente de água são medidas simples que ajudam a aliviar os sintomas comuns nesse período, como ressecamento da pele, irritação nos olhos e garganta seca. Caso os sintomas persistam ou se agravem, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação médica.
