O mundo do automobilismo e do esporte paralímpico está de luto com a morte de Alex Zanardi, ocorrida na última sexta-feira (1º). O ex-piloto de Fórmula 1 tinha 59 anos e partiu de forma serena, segundo comunicado oficial divulgado pela família neste sábado (2). Na nota, os familiares expressaram “profundo pesar” e agradeceram as manifestações de carinho, pedindo privacidade neste momento. As informações são do Portal A Bola, de Portugal.
A morte de Zanardi gerou comoção na política italiana. A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que ele foi um “homem extraordinário” que transformou dificuldades em “lições de coragem, força e dignidade”. Segundo ela, Zanardi ofereceu ao país mais que vitórias esportivas: “Deu esperança, orgulho e a força de nunca desistir”. O presidente Sergio Mattarella também se manifestou, declarando “profunda dor” pela perda de alguém admirado por sua resiliência e entusiasmo contagiante.
Trajetória marcada pelo desafio
Zanardi disputou 44 Grandes Prêmios na Fórmula 1 por equipes como Lotus, Williams, Jordan e Minardi. Foi na categoria CART, no entanto, que sua vida mudou. Em setembro de 2001, um grave acidente em uma pista alemã resultou na amputação de ambas as pernas. Contrariando as expectativas médicas, ele não apenas sobreviveu, mas voltou a competir em carros adaptados.
Em 2007, Zanardi migrou para o paraciclismo e se tornou uma lenda mundial. Conquistou três medalhas de ouro nos Jogos de Londres (2012) e outras três no Rio 2016, além de diversos títulos mundiais. Em junho de 2020, sofreu outro revés grave ao colidir com um caminhão durante um evento beneficente de handbike. Após longa internação e recuperação, recebeu alta em dezembro de 2021. Passou os últimos anos de forma reservada ao lado da esposa, Daniela, e do filho, Niccolò.
O conteúdo foi produzido por Rômulo Ávila, jornalista formado pela Newton Paiva, repórter da rádio Itatiaia desde 2013, atualmente editor de Cidades, Brasil e Mundo.
