28/07/2026
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Em meio à Copa, saúde ainda é prioridade em UPAs

Em meio à Copa, saúde ainda é prioridade em UPAs

Durante o jogo do Brasil contra o Japão, pela fase de mata-mata da Copa do Mundo, as unidades de pronto atendimento de Campo Grande registraram cerca de 60 pessoas na sala de espera. A reportagem passou por duas unidades nesta segunda-feira (29) e ouviu pacientes que afirmaram deixar a torcida de lado para priorizar a saúde.

A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitária tinha algumas cadeiras vazias na recepção, com adultos aguardando atendimento. Um deles era Francisco Everton Carvalho, de 27 anos. Trabalhador do setor de silvicultura, ele machucou a perna a caminho do expediente. “Vim ver como ela está”, afirmou.

A unidade não tem televisão na sala de espera e Francisco não quis acompanhar a partida pelo celular. “Não estou acompanhando o jogo do Brasil, não. Para mim, tudo bem perder a partida. A saúde vem em primeiro lugar”, declarou. Ele chegou por volta das 10h e não havia sido chamado até as 14h, quando deu entrevista.

Também na Universitária, a administradora Deise Martins, de 46 anos, buscava avaliação do pé que torceu enquanto limpava a cozinha no trabalho. Ela caiu no chão molhado. “Chamei o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e foi bem rápido, fui bem atendida”, relatou.

A administradora não seria liberada do trabalho para assistir ao jogo. “Eu nem estava assistindo”, afirmou sobre a Copa do Mundo. Era a primeira vez que ela ia até a UPA Universitária, chegando quando a partida já estava em andamento.

No PAI (Pronto Atendimento Pediátrico) do CRS (Centro Regional de Saúde) Tiradentes, a reportagem encontrou crianças uniformizadas para assistir ao jogo, mas que não puderam. Funcionário de um supermercado e estudante, Alan Pereira do Nascimento, de 22 anos, foi liberado do trabalho para ver a partida, mas precisou ir até a UPA para acompanhar a filha.

A avó da menina entrou no consultório médico, enquanto Alan ficou do lado de fora vendo Brasil e Japão jogarem. “Ela acabou de ser atendida pelo pediatra. É um olho no jogo e outro na minha filha. Ela é a prioridade”, disse.

Segundo decreto municipal, as unidades de pronto atendimento e os postos de saúde ficarão abertos nos dias de jogos do Brasil pela Copa do Mundo.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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