A Agesul (Agência de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) contratou a empresa Engenharia e Comércio Bandeirantes por R$ 342,6 mil para elaborar um estudo de implantação de um anel viário de 7 quilômetros em Inocência. O objetivo é retirar o tráfego de veículos pesados do perímetro urbano da cidade.
A nova rota vai ligar a MS-377, que dá acesso à BR-262, à MS-316, estrada não pavimentada que leva a Paraíso das Águas e outras cidades do nordeste do Estado. A medida atende à demanda gerada pela implantação da fábrica de celulose da Arauco e pelo avanço do cultivo de eucalipto na região.
A contratada terá 180 dias para apresentar o desenho da obra, incluindo pontes e a definição do melhor traçado. O termo de referência traz um mapa da região e fotos da área rural para orientar o trabalho. Depois de pronto, o projeto servirá de base para uma licitação da obra.
O documento que embasou a contratação aponta a necessidade de criar uma rota para veículos pesados fora da área urbana, para reduzir o risco de acidentes, congestionamentos e o desgaste das vias locais. A região passa por mudança na matriz de produção, com redução de áreas de pecuária e crescimento das florestas de eucalipto para atender o setor de celulose, o que levou o Estado a investir em rodovias para a logística.
A MS-377 passou por restauração no ano passado. A estrada, que antes era pouco movimentada e servia de acesso a Paranaíba, virou rota para a fábrica da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, escoar a produção até um entreposto próximo ao trevo de Inocência. De lá, a celulose segue de trem pela Ferronorte até o porto de Santos (SP). À margem da rodovia, a fábrica da Arauco está em construção e já movimenta um grande fluxo de caminhões com materiais para a obra.
O Governo do Estado vai lançar a restauração e manutenção da MS-377 e de outras rodovias da região pelo modelo Crema (Contrato de Recuperação e Manutenção Rodoviária), desenvolvido pelo BIRD. O contrato abrange 228 km de estradas, do encontro com a BR-262 até a divisa com Minas Gerais, em Paranaíba, e a MS-240.
No projeto do anel viário, a Agesul exige que a empresa defina o melhor traçado para os 7,1 km previstos e detalhe as condições para a implantação da estrada em revestimento primário. O estudo deve incluir drenagem, hidrologia, dispositivos de segurança, sinalização e dimensões das faixas de rolamento conforme as normas do DNIT.
O projeto também precisa prever medidas ambientais, como passagens de fauna e estruturas para impedir que animais acessem a pista, seguindo orientações do Imasul. Nos encontros com as rodovias MS-316 e MS-377, não haverá projeto específico de interseção, mas a empresa deverá prever sinalização e dispositivos de segurança adequados.
Outro ponto obrigatório é o levantamento das áreas que possam precisar de desapropriação e das autorizações correspondentes. Se forem necessários acostamentos, o projeto deve seguir a legislação estadual e as normas do DNIT.
