Campo Grande registrou sensação térmica de -3,2°C na madrugada desta quinta-feira (11) na região próxima à Embrapa Gado de Corte, onde fica a estação meteorológica do Inmet. O local é uma das áreas mais geladas da Capital.
Cinésio Córdoba, de 63 anos, morador da Vila Popular, bairro vizinho, afirmou que não se assusta com a sensação térmica. Ele lembrou que o frio mais forte na região foi em 1975, quando a água chegou a congelar em baldes. “Já vi o tempo bem mais gelado”, disse.
Agnaldo Teixeira, 60 anos, vizinho de Cinésio, contou que dormiu embaixo de três cobertores. Ele acordou às 5h e enfrentou o vento cortante da manhã. “Quando estamos nesta época, esfria muito mesmo”, afirmou.
Nilda da Silva, 73 anos, moradora do bairro há cerca de 50 anos, não conseguiu sair da cama no horário de costume. Ela costuma levantar às 6h, mas nesta quinta-feira só saiu depois das 7h por causa do frio.
A comerciante Cleonice Pinto, 51 anos, gostou da madrugada fria. Ela disse que as vendas de roupas de inverno aumentaram desde sexta-feira. O filho dela acordou às 4h30 e estimou a temperatura entre 3°C e 4°C. O Inmet registrou mínima de 7,9°C, mas a sensação térmica negativa pode ter causado essa impressão.
Na madrugada de quarta-feira (10), três pessoas foram encontradas mortas em situação de rua em Campo Grande. A Polícia Civil investiga se as mortes foram causadas por hipotermia. As vítimas estavam no Bairro Santo Amaro, no Bairro São Jorge da Lagoa e na Vila Moreninha III.
A Vila Popular tem sensação térmica mais baixa que outros bairros por ser cercada de mata e ter poucos prédios para reter calor. Áreas próximas a córregos, com mais vegetação e menor movimento urbano, também podem apresentar temperaturas mais baixas.
De acordo com o Cemtec, as madrugadas e manhãs devem continuar geladas até quarta-feira (13). Durante o dia, as temperaturas máximas podem chegar a 25°C e 30°C. A umidade relativa do ar deve ficar entre 20% e 40%. A recomendação é beber bastante líquido e umidificar os ambientes.
