Os países-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) rejeitaram, nesta segunda-feira (18), uma proposta que convidaria Taiwan a participar da assembleia anual da entidade. A decisão foi tomada durante a reunião do órgão, que ocorre em Genebra, na Suíça.
A proposta de inclusão de Taiwan foi apresentada por alguns países, mas não obteve apoio suficiente entre os membros. A recusa ocorre em meio a tensões diplomáticas, uma vez que a China considera Taiwan como parte de seu território e se opõe a qualquer participação da ilha em organizações internacionais como um Estado separado.
Pequim reafirmou sua posição contrária à presença de Taiwan em eventos oficiais da OMS. O governo chinês argumenta que a participação da ilha deve seguir o princípio de Uma Só China, que reconhece Taiwan como uma província chinesa sem status de nação independente.
Em resposta à rejeição, o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan criticou a decisão, classificando-a como uma manobra política da China para isolar a ilha no cenário global. Autoridades taiwanesas afirmaram que a exclusão prejudica a cooperação em saúde pública e o combate a epidemias.
A assembleia da OMS segue com sua pauta regular, que inclui discussões sobre segurança sanitária global e preparação para futuras pandemias. A rejeição da proposta de Taiwan não deve afetar os demais trabalhos do evento, que reúne delegados de 194 países-membros.
Paralelamente, a China denunciou a visita do ministro das Relações Exteriores de Taiwan a Genebra durante a assembleia da OMS. Pequim classificou a viagem como uma tentativa de promover o reconhecimento internacional da ilha e alertou que tais ações podem agravar as tensões no Estreito de Taiwan.
O governo chinês também acusou Taiwan de usar a assembleia para criar instabilidade nas relações entre os dois lados do estreito. A declaração foi feita por meio de um comunicado oficial, no qual Pequim reiterou sua oposição a qualquer movimento que desafie a soberania territorial da China.
