12/07/2026
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Mulheres ampliam vantagem na educação após os 15 anos em MS

Mulheres ampliam vantagem na educação após os 15 anos em MS

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação, divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as mulheres ampliaram a vantagem na escolarização em Mato Grosso do Sul a partir dos 15 anos. Até os 14 anos, os meninos apresentam taxas ligeiramente maiores. Após essa idade, as mulheres lideram todos os indicadores de permanência e progressão nos estudos.

O levantamento também aponta desafios para o estado. A taxa de escolarização de crianças de 0 a 5 anos caiu de 57,9% em 2024 para 57% em 2025. Com isso, Mato Grosso do Sul passou da 12ª para a 18ª posição no ranking nacional. No Brasil, os melhores resultados foram de São Paulo (70,5%), Santa Catarina (67%) e Ceará (61,5%). O menor percentual foi no Amapá, com 30,7%.

A maior taxa de escolarização no estado foi entre crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, com 99,5%. Já entre pessoas com 25 anos ou mais, apenas 5,2% frequentavam alguma instituição de ensino.

Na faixa de 18 a 24 anos, a taxa de escolarização masculina foi de 28,7%, enquanto a feminina chegou a 40,2%, uma diferença de 11,5 pontos percentuais. A presença masculina nessa faixa caiu nos últimos dez anos: era de 33,3% em 2016 e passou para 28,7% em 2025.

As desigualdades raciais persistem. Entre jovens de 18 a 24 anos, a taxa de escolarização de brancos foi de 42,4%, contra 28,9% de pretos ou pardos. Já na faixa de 0 a 5 anos, a escolarização foi maior entre pretos e pardos (60,5%) do que entre brancos (53,6%).

No ensino fundamental, a taxa ajustada de frequência escolar líquida para crianças de 6 a 14 anos alcançou 96% em 2025, superando a meta de 95% do Plano Nacional de Educação (PNE). Apesar disso, o estado ficou na 18ª colocação nacional.

No ensino médio, a taxa para adolescentes de 15 a 17 anos foi de 72,2%, queda de 0,5 ponto percentual em relação a 2024. No ensino superior, para jovens de 18 a 24 anos, a taxa caiu de 31,1% para 30%. As mulheres lideram em ambos os níveis: no ensino médio, a taxa feminina foi de 79,1% contra 65,3% dos homens. No ensino superior, foi de 36,5% contra 23,7%.

O ensino fundamental concentrou 385 mil estudantes em 2025, considerando a Alfabetização de Jovens e Adultos (AJA) e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Desses, 334 mil estavam na rede pública. No ensino superior, a rede privada tinha 92 mil alunos, contra 48 mil na pública. O número de estudantes na rede pública de graduação cresceu de 36 mil em 2016 para 48 mil em 2025.

Entre os 1,86 milhão de moradores com 15 anos ou mais, 719 mil concluíram o ensino médio ou equivalente, o que representa 38,6% da população adulta. As mulheres têm os maiores níveis de escolaridade: 20,5% frequentaram ou concluíram a graduação e 8,6% alcançaram pós-graduação. Entre os homens, os percentuais foram de 17,1% e 4,3%, respectivamente.

A desigualdade racial no acesso ao ensino superior também é evidente. Entre brancos com 15 anos ou mais, 24,4% frequentaram ou concluíram a graduação, contra 14,6% de pretos ou pardos. Na pós-graduação, 8,8% dos brancos tinham especialização, mestrado ou doutorado, contra 4,8% de pretos e pardos.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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