16/07/2026
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Amigos vestem camisas coloridas em despedida de Tiago Pitthan

Amigos vestem camisas coloridas em despedida de Tiago Pitthan

Amigos vestiram blusas coloridas para a despedida de Tiago Pitthan, o bom sujeito, que faleceu neste domingo (5). O segundo velório reuniu amigos, familiares e pessoas que se inspiraram na mensagem que o advogado deixou: a vida é hoje e deve ser comemorada, mesmo com tristeza.

Para quem fica, Tiago foi um professor que reensinou muitos a viver. Ele será enterrado como gostava, com a mesma blusa dos amigos e o chapéu panamá, sua marca registrada.

A história de Tiago emocionou o país após ele realizar um velório em vida em maio. Na ocasião, ele celebrou as relações e amizades enquanto ainda podia abraçar e ouvir as homenagens.

Na capela da despedida, havia um quadro com a foto de Pitthan e as assinaturas de quem esteve na festa de maio. Um samba calmo tocava ao fundo. O chapéu com detalhe vermelho também estava presente. A namorada ficou ao lado dele durante toda a manhã. Familiares preferiram não falar com a imprensa.

O amigo Renato Heimbach, de 40 anos, disse que Tiago era extravagante e gostava de coisas coloridas. O gosto influenciou os amigos. “Compramos juntos as camisas um tempo atrás e usamos na decoração do velório dele de maio. Hoje, alguns amigos vieram assim, nada discretos para um velório”, contou.

Para Renato, o bom sujeito mudou a forma como ele enxerga a vida e a amizade. “Ele gostava de ter muitos amigos e estava em vários grupos sociais. Isso, para mim, é uma aula”, afirmou.

Antes do diagnóstico de câncer de intestino, Tiago já vivia de forma intensa. Depois da doença, ele se jogou ainda mais. Renato explicou que Tiago entendia que seu tempo era mais curto e queria fazer tudo sem deixar para depois.

Débora Bordin também vestiu uma camisa colorida para a despedida. Para ela, Pitthan sempre esteve presente na vida de quem gostava. “Ele mostrou a importância de viver a vida todos os dias, de observar as pequenas coisas. A gente está vivendo, não morrendo”, disse.

Renan Vieira Heimbach, de 38 anos, amigo de longa data, afirmou que Tiago ensinou muito em meio à própria dor. “Ele mostrou que o que vale é a vida que a gente leva. Ensinou a encarar a doença com outros olhos, de viver e não ficar pensando na morte”, declarou.

Álvaro Marzochi, de 39 anos, veio vestido de forma parecida com o amigo. Ele contou que Tiago o ajudou a se reerguer em um momento difícil. “Ele me ensinou a viver. Depois do câncer, ensinou o Brasil inteiro”, disse, emocionado.

Para Álvaro, a mensagem de Tiago vai permanecer. “Não é sobre morte, é sobre vida. Esse colorido, esse sorrir enquanto a gente chora. O Thiago trazia bom humor e alegria onde estava”, afirmou.

O velório acontece até as 16h no Cemitério Memorial Park, no Bairro Universitário. O enterro deve ter samba ao vivo.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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