08/05/2026
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ATP Roma 2026: Tênis é uma Corrida

O tenista italiano Luciano Darderi, atual número 20 do ranking mundial, concedeu uma entrevista exclusiva antes do início dos Internazionali d’Italia, em Roma. No torneio que considera como sua casa, Darderi falou sobre a pressão de jogar em solo italiano, seus objetivos no circuito e a importância do descanso mental na temporada.

Darderi, que nasceu na Argentina e se mudou para a Itália ainda criança, viveu a infância nos campos de tênis do então Forma Center, hoje Villa York Sporting Club, onde seu pai, Gino, trabalhava como treinador. A relação afetiva com o local e com as pessoas do clube é um dos pontos altos de sua preparação para o torneio romano. Antes de treinar, ele cumprimentou amigos de longa data e conversou com a equipe do bar, incluindo Johanna, com quem compartilha o idioma espanhol.

No sorteio do torneio, Darderi garantiu o bye na primeira rodada, o que lhe concede dias extras de descanso. Na segunda rodada, ele enfrentará o vencedor do confronto entre Hubert Hurkacz e Yannick Hanfmann. Sobre o possível adversário, o italiano comentou: “Encontrarei o vencedor entre Hurkacz e Hanfmann. Perdi para Hurkacz há algumas semanas em Monte Carlo, mas estou pronto para lutar e me divertir. Esta é a semana mais bonita do ano, com a torcida, a família e o apoio.”

Para Darderi, jogar em Roma é especial desde a infância. “Sinto algo diferente quando chego na cidade. É o torneio que vinha ver quando pequeno, morei aqui por muitos anos. Há muitos amigos nas arquibancadas, pessoas que só vêm me ver nesta ocasião. Há pressão, mas isso acontece com todos os italianos que jogam aqui. Ser número 20 do mundo e número quatro na Itália traz expectativas, mas ter outros italianos fortes alivia um pouco a pressão.”

O tenista destacou que, apesar de estar na 20ª posição do ranking, acredita ser possível alcançar o Top 10. “O ranking é apenas um número. Trabalhamos sempre para avançar. Há um tempo, não pensava em chegar ao top 20, mas agora sinto que o objetivo está próximo. São as posições mais difíceis de escalar, mas pensei o mesmo quando era número 30.”

Questionado sobre a preparação física e mental, Darderi explicou que, para manter a serenidade, decidiu não disputar torneios Challenger entre os torneios ATP 1000. “Isso me permite treinar mais e descansar. Não joguei entre Indian Wells e Miami, nem em Cagliari. Poderia ter acumulado mais pontos, mas descansar física e mentalmente está se tornando fundamental. Às vezes, você se machuca por jogar sem parar.”

Sobre a defesa de pontos das vitórias do ano passado em Bastad e Umago, o italiano afirmou que prefere focar nos pontos que ainda não conquistou. “Penso nos pontos que não fiz no ano passado. Se os tops 10 pensassem em defender pontos, não conseguiriam jogar. É uma corrida: você começa em primeiro de janeiro e tenta fazer o melhor possível. Agora, estou conseguindo pensar torneio por torneio.”

Por fim, Darderi comentou sobre a semelhança entre as superfícies das quadras no circuito atual. “Estou no circuito há três anos, não posso falar de como eram há dez ou vinte anos. Pelo que ouço, nos quatro Grand Slams, as superfícies são bastante parecidas. A diferença ainda existe em torneios 250, onde você encontra condições mais particulares, como quadras mais lentas ou mais rápidas.”

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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