Autoridades do Pentágono informaram parlamentares dos Estados Unidos sobre uma avaliação de inteligência que concluiu que a remoção das minas do Estreito de Ormuz, após o fim da guerra com o Irã, pode levar até seis meses. A informação foi passada durante uma reunião confidencial do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes na terça-feira (21), segundo uma fonte familiarizada com o assunto que falou à CNN.
O encontro, noticiado primeiro pelo Washington Post, serve como um alerta sobre os impactos econômicos e políticos do conflito. A fonte não deu mais detalhes sobre o que foi discutido.
A CNN já havia noticiado no mês passado que a Agência de Inteligência de Defesa (DIA) concluiu, em uma avaliação interna, que o Irã poderia manter o estreito fechado por um período de um a seis meses. Na ocasião, integrantes da Casa Branca e do Pentágono disseram que a possibilidade de um fechamento mais longo não estava sendo levada a sério.
Nesta quarta-feira (22), um porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que um fechamento de seis meses seria “inaceitável”. Ele criticou o vazamento de informações da reunião confidencial, classificando a divulgação como “jornalismo desonesto”. Parnell disse ainda que a avaliação não significa que seja plausível, e que o fechamento por seis meses é uma impossibilidade para o secretário da pasta.
Ainda no contexto do conflito, a Casa Branca afirmou que o presidente Donald Trump não estabeleceu um prazo para o Irã responder às demandas dos EUA. Em paralelo, Trump não considerou a apreensão de navios pelo Irã como uma violação do cessar-fogo. Já o presidente da Turquia declarou que a guerra no Irã começa a enfraquecer a Europa.
