O corpo de Gleison Araújo, conhecido como “Neno”, foi encontrado no fim da tarde desta sexta-feira (14) no Rio Paraná, em Paulicéia (SP), na divisa com Mato Grosso do Sul. Ele estava desaparecido desde a noite de quinta-feira (13), quando pulou da ponte sobre o rio durante uma fuga da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Um pescador encontrou o corpo e acionou o salva-vidas do Balneário de Paulicéia. Conforme informações do site Iviagora, Gleison foi localizado na região entre o Residencial Nova Era e um prédio em construção. Ele vestia calça jeans, camiseta vermelha e tênis e tinha uma tatuagem no braço. Um familiar reconheceu as roupas usadas por ele no momento do desaparecimento.
Gleison dirigia um Toyota Etios carregado com aproximadamente 5 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai quando foi perseguido pela PRF. O veículo apresentou problemas mecânicos sobre a ponte que liga Mato Grosso do Sul a São Paulo. Ele abandonou o carro, correu pela estrutura e saltou no Rio Paraná.
As buscas começaram depois do desaparecimento e seguiram até a localização do corpo nesta sexta. O material encontrado dentro do automóvel ficou apreendido. A identificação formal ainda depende dos procedimentos das autoridades, segundo a publicação.
Em situações semelhantes, ocorrências de perseguição policial em rodovias da região têm resultado em apreensões de mercadorias ilegais vindas do Paraguai. A PRF intensificou o patrulhamento em pontos de fronteira seca e nas pontes que cruzam o Rio Paraná, onde são comuns abordagens a veículos com cargas de contrabando. Os motoristas, ao perceberem a aproximação das equipes, tentam fugir em alta velocidade, o que aumenta o risco de acidentes e desfechos trágicos.
As ocorrências envolvendo cargas de cigarros contrabandeados têm sido registradas com frequência nas cidades do oeste paulista e no sul do Mato Grosso do Sul. Somente neste ano, a corporação já realizou diversas apreensões de materiais ilegais nas rodovias que cortam a divisa entre os dois estados. A carga apreendida no veículo de Gleison foi encaminhada para os procedimentos administrativos e deve ser destruída após análise da Receita Federal.
