Mato Grosso do Sul voltou a investigar duas mortes com suspeita de dengue, mas, até esta terça-feira (1º), o Estado segue sem registrar óbitos confirmados pela doença em 2026. No mesmo período do ano passado, já haviam sido contabilizadas 12 mortes.
Atualmente na 21ª semana epidemiológica, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) atualiza semanalmente os dados de casos prováveis e confirmados, divulgados por meio do boletim epidemiológico de dengue e chikungunya.
Conforme o documento publicado nesta terça-feira (2), o Estado soma 5.134 casos prováveis, número bem inferior aos 12.888 registrados na mesma semana de 2025. A diferença representa redução de 7.754 notificações, o equivalente a 60,2%.
A queda também aparece nos casos confirmados, que passaram de 5.117 no ano passado para 1.184 neste ano, diminuição de 3.933 registros, com variação de 76,9%. O impacto mais expressivo está nos óbitos.
Enquanto em 2026 não há mortes confirmadas até o momento, em 2025 já eram 12, sendo a primeira registrada em 11 de janeiro. Apesar do cenário mais favorável, o Estado investiga duas mortes nesta semana. Outras três suspeitas já haviam sido analisadas em semanas anteriores.
O boletim também aponta redução na incidência da doença. Em 2025, a taxa era de 185,6 casos por 100 mil habitantes neste período. Já em 2026, caiu para 42,9.
Já a vacinação apresentou avanço. A aplicação da primeira dose cresceu 31,7%, enquanto a segunda dose teve aumento ainda maior, de 60,4%. Com isso, a cobertura vacinal subiu 18,3 pontos percentuais na primeira dose e 16,9 na segunda. Ao todo, foram aplicadas 56,2 mil doses a mais em relação ao ano anterior, aumento de 33,6%, indicando maior adesão da população à campanha.
